Caderno Terapêutico Amarelo

Thursday, April 13, 2006

Os Bairros da Lata


Pintura de Mildey Guillot Posted by Picasa
Todos os dias aprendemos algo novo, é um facto incontestável da vida.
Mas até que ponto conhecemos e nos dedicamos a conhecer os "nossos"?
Quanto sabemos daquilo que foram?
Como passaram a infância, a adultez? Que sacrifícios fizeram para hoje aqui estarmos?
Estas últimas perguntas aparentemente dispares, em relação à afirmação que as precede, ocorreram-me após uma conversa de café.
Encontrei casualmente um senhor, de quem cuidei há uns meses atrás. Após as saudações iniciais, da praxe e da boa educação, iniciámos uma "conversa de café", que me deixou com estas questões na mente. O dito senhor é um amigo de infância do meu pai. Começou ele então a contar as histórias de França, quando recordou um episódio: " ... ainda me lembro, nos fins de semana fazíamos fila na porta das barracas, para o teu avô nos cortar os cabelos, chorávamos tanto ...".
Esta simples afirmação fez-me pensar... o que sabia eu da vida dos "meus"? Saber na verdadeira acepção da palavra?
Para mim o meu avô é aquele senhor muito sério e composto, que vive com a avó, na" casinha" com vista para a serra ... Em paz e sossego, reformado, com a Coimbra (uma cadelinha) como companhia. Nunca me lembraria dele como um trabalhador, a viver num bairro de lata, e a cortar cabelo aos Sábados, para sustentar uma família.

Sunday, April 09, 2006

Uma história para contar devagarinho ... VI


Venice Flooding - Foto de Mark Sink Posted by Picasa
Dia 7 aconteceu de novo, fomos arrastados no redemoínho que surge sempre que nos cruzamos.
Como explicar?
Quando o vejo, todo o pensamento racional se esvai ... ficam só o caos, a desordem, o gosto pelo risco e a nossa falta de pudor e vergonha.
Aquele vão de escada encanta-nos!
A perenidade da situação começa a confundir-nos ...
A mim ... e, pior ... a ele.
A produção adrenérgica vicia-nos e torna-nos dependentes destes momentos.
De substituível passa a essencial.
É sublime poder gostar dele sem necessidade de artefactos, artifícios ou adereços.
Gostar somente ... pela presença, sem sentir necessidade em agradar ou operar metamorfoses de personalidade, que mascaram o que somos e sentimos.
P.S: ... quando estás reina o caos e a desordem, mas isso faz-me feliz, tu fazes-me feliz.

Friday, April 07, 2006

A felicidade é agora

Sim, a felicidade não se procura,
Está nesses pequenos momentos,
Que surgem do nada ...
Ter-te nos meus braços durante 2 minutos é suficiente,
Podia ter ficado mais tempo,
Mas este pouco revelou-se muito para mim ...
É sempre bom quando voltas ...
Mesmo que sejas breve.

Wednesday, April 05, 2006

Uma história para contar devagarinho ...V


Foto de Michele Dugan Posted by Picasa
Por vezes falhamos com os outros por cobardia,
medo de dizer a verdade,
de admitir o que sentimos.
Contigo perdi esse medo e disse-te:
" Só percebi que fazias falta ,
quando voltaste
e disseste que ias embora de novo".
Esta frase exprimia, e ainda expressa,
o que senti naquele dia 7.
Voltei a ele ... ao 7 de Dezembro.
Quando notamos que o tempo não pára,
não espera para agirmos repetidamente
no mesmo segundo, a acção torna-se premente.
Por isso não fugi ... de ti não.

Confiança é ... viver preso, de olhos vendados


Foto de Roman Kasperski Posted by Picasa

Tuesday, April 04, 2006

O outro lado da realidade


Pára,
Por um segundo,
Pensa ...
Valeu a pena?

Saturday, April 01, 2006

Música




Hoje vou ouvir-vos;
Sinto-me bem por saber disso.




Foto IN: www.jeunessesmusicales.com