Dizer Adeus ... por vezes não custa
Encontrei no meu caderno terapêutico amarelo uma despedida que escrevi para ele ...
Ao lê-la percebi o quanto fui teimosa ... não custa dizer adeus a quem não gostamos ... o que custa é perceber isso. O que magoa é o luto, que nos obriga a mudar rotinas ... a alterar gostos e preferências.
(...) fizeste novamente asneira ... que surpresa!!! Como é bom usufruir da tua presença ... pensar que tive saudades. Sim ... mas de quê? Desta constante perturbação de espírito? Do medo de te ver e encontrar? Da inconstância que causas aos meus sentidos ... sim, era disso que tinha saudades. Da sensação de pertença, que não me deixa ser feliz com mais ninguém, nem contigo.
Achas que me vou interessar por ele? Se soubesses ... e sabes, não queres acreditar, mas sabes. Sim, ele que nos juntou, ele que nos afastou ... ele que nos separa ainda hoje. Ele ... que povoa os meus sonhos, os que te dei, nem eu sei porquê, e enche de luz a minha vida.(...) Alguns sentimentos não se traíem, percebi isso no dia que me abriu a porta da tua casa. Podes fazer de tudo para testar isto ... não o vais mutar ... porque tem uma estrutura que nós nunca teremos ... uma estrutura de anos, de comunicação, de amor, de ódio ... caro. Ciao ... de novo.
7 de Março 2006




