Caderno Terapêutico Amarelo

Saturday, February 24, 2007

Uma história para contar devagarinho ... X

Ufa, vou em 10 e não contei nada ...

Agora do princípio, o princípio do meio ...
Quando chegaste, dia 7, eu já lá estava.
Vi-te quando ia embora e voltei atrás.
A caça atrás da caça.
O caçador atrás do caçador.
Fazemos tudo ao contrário...
A surpresa que viste no meu olhar,
Não era surpresa de te ver ...
Era fingimento ...

Quando te vi, a minha mente começou,
De forma calculista a planear,
A melhor forma de te enrolar.
Até o copo que deixei "esquecido",
Estrategicamente colocado ao pé do M.
Porque sabia que ias chegar,
E irias para perto dele.
Não foi o fado, nem os deuses, nem o destino,
O que nos juntou ali,
Casualmente,
Fui eu.

Assim que te vi,
Desejei ardentemente ter-te,
Não por ti, mas para magoar,
Melhor ... chocar o teu amiccizio ...
Não saberia nunca nesse dia,
O quanto ias mudar-me,
Tu, que sempre lá estiveste,
E eu insistia em não ver.
Sim foi planeado.
Mas foi lindo e simples.
E o que é simples é sincero.
Apesar da meta, empenhei-me.
Não fingi gostar ... de facto, gostei.

E tu continuavas,
Desconfiado do meu SIM,
Após 6, 7 anos ? de não,
Pensavas em que partidinha,
Ou joguinho eu te ia meter ...
Achavas que estava a gozar.
"Sinto-me usado",
Porque sabias para que te usava,
Não tiveste remorsos, nem por ele.
E foi assim que abrimos a nossa
Caixinha de Pandora.

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