Deixa-me lamber as minhas feridas em paz ...

Racionalmente, não compreendo o que vejo em ti, chamam-lhe química, os entendidos...
Eu acho que é um castigo, só pode ser isso. Tu escreves "descipulo" ( dois erros numa palavra) e
"estruvar", e eu, gosto de ti na mesma... Porquê??? Alguém me diz?
Como podemos gostar da nossa antítese?
Mas enfim...
Sei que não lerás isto, o que é uma pena,
terias oportunidade de, pelo menos, aprender português...
já que não aprendes mais nada comigo.
Agora vamos ao título, que me trouxe cá:
queria dizer-te tanta coisa que não posso,
que vão ficar só para mim ...
mais graves que os pontapés que dás na gramática.
Queria falar dos pontapés que eu te dou.
Mas não posso.
Como tal, retiro-me do teu mundo,
vou lamber as minhas feridas, noutro local,
um que é o meu refúgio, que está sempre lá.
Ele não falha, é simples, claro, directo.
Resumindo, está lá, responde quando eu pergunto,
colabora com a minha espontaneidade.
Tu alguma vez fizeste isso?
Sabes caçar aranhas?
Não.
És tudo aquilo que eu sonhei nunca ter, talvez por isso
te queira, mas não posso. No alto do teu pedestal de ignorância,
e até burrice, não consegues ver a claridade.
Agora busco serenidade, longe de ti. Claro.
Perto de quem te é próximo. Claro.




