Caderno Terapêutico Amarelo
Monday, June 08, 2009
Saturday, April 11, 2009
Quanto + leio este livro, + vontade tenho de rir ...
" No futuro, no meu futuro de mulher adulta, aprendi o seguinte: antes de qualquer encontro, os dois protagonistas tomam decisões - conscientes ou não, instintivas ou de algum modo reflectidas - sobre o carácter do que está para acontecer. E se essas decisões impalpáveis (de natureza líquida, sem contornos e todavia evidente), correspondem umas às outras de forma satisfatória, se se ajustam, assemelham, combinam, então o encontro será acertado, total. Pode-se mesmo dizer - exacto."
(...)
Mamilos pequenos, viris. Em torno de cada um deles a tatuagem de uma orquídea (...) Os mamilos estão furados por piercings em platina, agulhas ornamentadas por diamantes tão bem polidos que parecem gotas de orvalho." (Alona Kimhi)
Wednesday, March 25, 2009
Caos emocional
Como se lida com emoções novas?
Conseguimos racionalizar sentimentos?
O que acontece, quando algo
que consideramos inalcançável,
se torna real?
Saberemos mesmo lidar,
com a realização dos nossos desejos?
Daqueles desejos negros, utópicos,
que nem em sonhos ousamos materializar?
O que é sentirmo-nos em casa,
nos braços de um estranho?
Como dormir, comer, respirar,
quando a tempestade emocional
nos domina a razão, o pensamento.
Quando a mente regressa constantemente
para a imagem de um espelho.
Um espelho com o nosso rosto em transe.
Procuramos tanto a felicidade,
que quando o seu patamar
nos ultrapassa e a atingimos no seu pleno...
não estamos preparados para a assimilar.
Estou confusa, desnorteada...
mas sei que estou feliz, estupidamente feliz.
Saturday, February 07, 2009
Hipocrisia
A inesgotável capacidade feminina de falar...
Eventualmente, um dia, somos apanhados...
Não vou perder tempo com vocês,
Quero apenas dizer que é lamentável.
Desculpa amor ... por tudo...
Pelas vezes que fugi de ti,
Para não ferir susceptibilidades,
Para não magoar, quem merecia ser magoado.
Por me esconder contigo,
Por não querer mostrar-nos,
Com o intuito de proteger,
Quem me ataca.
Não merecias.
Fui tremendamente injusta.
Não deveria ter sentido vergonha de ti,
Nem ter-te humilhado ao largar-te a mão,
Nesses gestos mecânicos que tantas vezes tive.
Desculpa, espero que consigas perdoar-me,
Porque errei, muito, muito, muito,
Protegi amizades que não mereciam.
Preteri-te a gente que nunca me fez sorrir,
Como só tu fazes.
Agora soltei a amarra...
Percebi que também és a minha casa,
Não és só o meu veneno.
Wednesday, January 28, 2009
Ausências vs Carências
A ausência de tempo faz-me ter uma nova perspectiva de prioridades... a atitude muda... as emoções acompanham a mudança. Como sequência lógica ... até o comportamento se altera. Dou por mim em atitudes Zen... coisa inaudita. O excesso de procura, de estímulos novos ... apaga e desvanece os velhos. Imunologicamente falando, o antigénio tanto estimulou, que o sistema deixou de lhe reagir, não se tornou imune, tornou-se tolerante. A distância e a ausência podem ser estímulos positivos ... até se tornarem neutros ... até que deixamos de sentir a carência que a ausência causa.





