Caderno Terapêutico Amarelo

Saturday, May 19, 2007

Uma história para contar devagarinho ... XI

Temos tantas histórias para contar ...
Não sei escolher uma...
Quantas pessoas têm oportunidade,
de ficar, um dia que seja, com o primeiro amor?
Quantas pessoas, podem beijar de novo,
o seu primeiro beijo?
Quantas?

Não sabemos estar juntos ...
é um facto.
Mas o tempo ensinou-nos,
que também não sabemos
estar separados.
A quantas pessoas é dada a oportunidade?
Esta que nós temos?
De repetidamente corrigir erros,
atravessar dejá vus,
sonhar sonhos?

Porque os temos?
Estes sonhos?
Que nos acompanham desde sempre,
das fraldas, como eu digo.
Acompanham-nos a par dos nossos genes,
essa maldita herança,
que tanto nos orgulha,
nos enche o peito quando pronunciamos o nome,
esse nome que usas sem ser o teu ...
e causa todos os nossos problemas.

Não deviam deixar sonhar as crianças,
elas crescem,
querem viver esse mundo de fantasia.
Um dia têm de lhes contar,
os genes estão lá.
São os nossos, para nossa desesperança,
são de ambos.
Já disse que o amor por si só,
não se basta. Mas, como contrariar isto?
O que é um nome? O que são alelos comuns,
o que é a família? A herança genética?

Deixa-me lamber as minhas feridas em paz ...





Cá estou eu de volta ... porque será? Ainda não consigo entender o que fizeste comigo ...

Racionalmente, não compreendo o que vejo em ti, chamam-lhe química, os entendidos...

Eu acho que é um castigo, só pode ser isso. Tu escreves "descipulo" ( dois erros numa palavra) e

"estruvar", e eu, gosto de ti na mesma... Porquê??? Alguém me diz?

Como podemos gostar da nossa antítese?

Mas enfim...

Sei que não lerás isto, o que é uma pena,

terias oportunidade de, pelo menos, aprender português...

já que não aprendes mais nada comigo.

Agora vamos ao título, que me trouxe cá:

queria dizer-te tanta coisa que não posso,

que vão ficar só para mim ...

mais graves que os pontapés que dás na gramática.

Queria falar dos pontapés que eu te dou.

Mas não posso.

Como tal, retiro-me do teu mundo,

vou lamber as minhas feridas, noutro local,

um que é o meu refúgio, que está sempre lá.

Ele não falha, é simples, claro, directo.

Resumindo, está lá, responde quando eu pergunto,

colabora com a minha espontaneidade.

Tu alguma vez fizeste isso?

Sabes caçar aranhas?

Não.

És tudo aquilo que eu sonhei nunca ter, talvez por isso

te queira, mas não posso. No alto do teu pedestal de ignorância,

e até burrice, não consegues ver a claridade.

Agora busco serenidade, longe de ti. Claro.

Perto de quem te é próximo. Claro.