Uma história para contar devagarinho ... XI
Temos tantas histórias para contar ...
Não sei escolher uma...
Quantas pessoas têm oportunidade,
de ficar, um dia que seja, com o primeiro amor?
Quantas pessoas, podem beijar de novo,
o seu primeiro beijo?
Quantas?
Não sabemos estar juntos ...
é um facto.
Mas o tempo ensinou-nos,
que também não sabemos
estar separados.
A quantas pessoas é dada a oportunidade?
Esta que nós temos?
De repetidamente corrigir erros,
atravessar dejá vus,
sonhar sonhos?
Porque os temos?
Estes sonhos?
Que nos acompanham desde sempre,
das fraldas, como eu digo.
Acompanham-nos a par dos nossos genes,
essa maldita herança,
que tanto nos orgulha,
nos enche o peito quando pronunciamos o nome,
esse nome que usas sem ser o teu ...
e causa todos os nossos problemas.
Não deviam deixar sonhar as crianças,
elas crescem,
querem viver esse mundo de fantasia.
Um dia têm de lhes contar,
os genes estão lá.
São os nossos, para nossa desesperança,
são de ambos.
Já disse que o amor por si só,
não se basta. Mas, como contrariar isto?
O que é um nome? O que são alelos comuns,
o que é a família? A herança genética?





